Sempre me questionei porquê Paulo e Jesus falavam que a salvação viria dos Judeus e era para os Judeus primeiramente (Rm 1:16 & Jo. 4:22). A princípio eu achava aquilo desnecessário. Por que enfatizar que a salvação deveria ser para um povo específico primeiramente e só então para os outros? Por que deixar isso registrado e enfatizado tão radicalmente? Por que restringir para depois englobar dizendo que agora é para todos?
Os Judeus foram ensinados no sistema sacrificial por séculos. Desde a sua juventude aprendiam a memorizar as sagradas escrituras. Decoravam os mandamentos e ouviam as histórias fascinantes do povo e das experiências pessoais com um Deus todo poderoso. As crianças brincavam imitando os seus heróis nacionais e repetiam as famosas passagens da história do seu povo. Falar sobre salvação era contar um pedaço da sua própria história. Falar sobre como Deus atuava era parte de seu cotidiano.
Por isso, Paulo falava de física quântica primeiramente para os estudantes de física. Pois, cada pedaço da equação já era conhecido pelos Judeus. E era exatamente assim que Paulo conectava os pontos na linha bíblica, passando por Moisés e indo até o último cativeiro. Contudo, o evangelho simplificou essa equação em uma conta de somar. A salvação foi simplificada em apenas um ato que qualquer aluno de qualquer disciplina era passível de enteder perfeitamente. A equação foi simplificada em:
Salvação = Fé + Jesus.
A união através de Cristo fez com que nascesse uma nova igreja fundamentada no poder e no dom gratuito de Deus. Para testemunhar que este evangelho é ainda poderoso para união e que o dom de Deus se fez simples para abranger a todos, eu gostaria de contar uma experiência pessoal. Isso acontenceu no mês passado quando a minha chefe finlandesa veio à uma visita de negócios nos EUA. Primeiramente, ela se convidou para ir à igreja conosco no sábado. Na escola sabatina, estavámos discutindo a história da mulher com o fluxo de sangue. No culto cantamos alguns hinos de louvor. De repente, ela começou a chorar e me disse que o assunto da escola sabatina foi o primeiro texto que aprendeu quando se tornou cristã, e que os hinos que cantamos eram os mesmos que ela cantava há 10 anos atrás quando frenquentava a igreja. No final ela me disse: “Deus realmente está por de trás de tudo isso. Como é possível; você brasileiro, eu finlandesa e todos esses americanos, mexicanos, e cubanos, apesar de todas as barreiras que temos, estarmos adorando o mesmo Deus criador.”
Por Robson Teles
Publicado originalmente em Comentário Jovem
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